Criptomoedas | O que é o Blockchain

O que é Blockchain?

Blockchain em termos informáticos é o termo para a partilha entre informação e estrutura. Atualmente está ligada à quinta evolução da informática, sendo assim uma nova abordagem à forma como a informação é distribuída pelas bases de dados.

Blockchains são bases de dados geridas por um grupo de pessoas, que armazenam e partilham informação.

Existem vários tipos de blockchain e aplicações. É uma tecnologia ampla que integra plataformas e hardware por todo o mundo. É uma estrutura de informação que permite criar um livro-razão digital de informação que é partilhada através de uma rede de parceiros independentes.

Tipo de Blockchains

Blockchains Públicas: Bitcoin é um exemplo. São grandes redes de distribuição que correm através de um token nativo. São abertas a qualquer pessoa, qualquer um pode participal. Além disso tem um código fonte open-source cuja manutenção é feita pela comunidade.

Blockchains Permissivas: Ripple é um exemplo. As ações são geridas e permitidas por um administrador. Além de ser uma grande rede de distribuição, com um token nativo, o seu código fonte já é fechado.

Blockchains Privadas: são mais pequenas e não usam token nativo. O acesso às mesmas é controlado, e são geridas por consórcios que apenas permitem membros de confiança de modo a gerir informação confidencial.

Estes três tipos de blockchain usam linguagem criptográfica de modo a permitir que cada participante numa rede possa gerir a sua blockchain de modo seguro e sem necessidade de autorização central para forçar as regras.

A não existência de gestão central nas bases de dados é um dos aspetos mais importantes da blockchain.

Esquema de como funcionam as Blockchains

 

 

 

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Assim, as Blockchains criam um registo permanente e histórico de transações, mas a verdade é que nada é mesmo permanente. O prazo de permanência do registo é gerido consoante o tempo de permanência da rede.

Isto significa que uma grande parte da comunidade de blockchain terá que estar de acordo para mudar a informação e são incentivados a não mudar a informação!

Quando a informação é registada numa blockchain, é de extrema dificuldade mudá-la ou removê-la. Assim, quando alguém quiser adicionar um registo, também denominado de transação ou entrada, existe na rede quem tenha controlo sobre a validação e assim verificam o propósito da transação.

E é aqui que as coisas ficam confusas, pois cada blockchain tem uma forma diferente de como fazer a validação da transação.

 

Blockchain e criptomoedas, como funciona?

Visto ser um lugar onde a informação é armazenada e partilhada, associado às criptomoedas blockchain é um diário de todas as transações realizadas, impossível de falsificar!

Impossível de falsificar devido aos seus constituintes:

  • Jogo da velha
  • núncio
  • Nodos
  • Quadra

Função Hash – sequência de números e letras que codificam uma transação. Qualquer alteração na sequência dá origem a uma nova hash.

Imaginemos que 5 pessoas decidiram criar uma nova moeda. Precisam de seguir as transações e para isso decidem fazer um registo. Mas há alguém que altera esse registo e de modo a não ser apanhado, altera o registo.

Entretanto o gestor do registo apercebe-se que alguém o alterou. E decide impedir que tal volte a acontecer. Para isso, desenvolveu a função Hash que transformou o registo em forma de texto para uma sequência de letras e números.

Assim, cada registo de texto fica associado a uma hash! Mas ainda assim o aldrabão consegue ir alterar os registos, mudando-o, para isso gerou uma nova hash.

O gestor do registo volta a aperceber-se da alteração no registo e tenta complicar ainda mais as anotações de cada transação. Assim além da hash junto do registo em texto adiciona outra hash, fazendo com que as novas entradas no registo dependam da anterior.

Assim o aldrabão terá que alterar mais hashs no registo, o que dá mais trabalho. Mas ainda assim é possível de alterar!

Função Nonce: altera a hash, adicionando um número no fim de cada registo, de modo a que a hash gerada termine com dois zeros.

Agora, para o aldrabão alterar os registos terá que passar horas e horas a escolher um Nonce para cada linha. Mas o melhor de todo é que nem os computadores conseguem gerar o Nonce com rapidez!

Função Node: referem-se a computadores. Assim, cada node tem uma cópia do registo ou seja da blockchain. Cada node verifica a validade de cada transação, e se a maioria dos nodes disser que a transação é válida então ela passa a um block.

No entanto e apesar de ter conseguido evitar as alterações nos registos, o gestor apercebeu-se que eram muitas linhas de código e não poderia continuar assim. Assim resolveu anotar as 5000 transações e converteu-as para uma folha de cálculo; as transações foram verificadas e estavam corretas.

Depois essa folha foi transmitida para 5000 computadores por todo o mundo, que são os nodes e sempre que uma transação é transmitida, tem que ser aprovada pelos nodes, que dizem se é validada.

Assim mesmo que o aldrabão altere uma entrada no registo os computadores têm acesso à hash original, logo não permitem que a mudança aconteça!

Função Block: é a folha de cálculo, sendo que um conjunto de blocks é a blockchain. É assim o registo de todas as transações. Sempre que um block atinge um determinado número de transações aprovadas, forma-se um novo block.

A blockchain atualiza a cada dez minutos, de modo automátivo. Não há ninguém que controle tal atualização. E assim que os registos são atualizados, ou seja, a informação é validada na blockchain, estes já não podem ser alterados! Apenas podem ser adicionadas novas entradas, sendo o registo alterador em todos os computadores da rede ao mesmo tempo!

Aspetos importantes do funcionamento da blockchain!

  1. Blockchain é um registo de todas as transações de criptomoedas.
  2. Cada transação gera uma hash.
  3. Hash é um conjunto de números e letras.
  4. As transações são registadas pela ordem em que entram.
  5. A hash depende da transação e da hash das transações anteriores.
  6. Uma alteração numa transação gera uma nova hash.
  7. Os nodes garantem que não houve alteração numa transação ao avaliar a hash.
  8. Se a transação é aprovada por vários nodes então transforma-se em block.
  9. Cada block diz respeito ao anterior e juntos formam a blockchain.
  10. A blockchain está em vários computadores, cada um com uma cópia da blockchain original.
  11. Aos computadores dá-se o nome de nodes.
  12. A blockchain atualiza-se automaticamente a cada 10 minutos.

Princípios da blockchain

Base de dados repartida – a base de dados é a blockchain e cada node na blockchain pode aceder a toda a blockchain! É impossível que um node ou computador consiga gerir a informação que existe nos registos. Estes têm que ser validados por todos os node, sem qualquer intermediário a controlar.

Devido a ser descentralizada não existe nenhum ponto que permite falhas. Nada fará com que a blockchain colapse. Ainda assim os nodes presentes na blockchain são centralizados, visto que a blockchain é uma rede de distribuição a desempenhar certas ações para as quais foi programada.

Transmissão P2P – no seguimento do primeiro princípio, a comunicação está sempre a ocorrenter entre as partes, e não através de um node central. Assim toda a informação do que está a ocorrer na blockchain é guardada em cada node e depois transmitida aos nodes adjacentes. Espalhando a informação por toda a rede.

Transparência e pseudoanonimidade – quem inspecionar a rede irá ser capaz de identificar todas as transações e as suas hash, mas quem a usa permanece anónimo se pretender, ou então pode dar a sua identificação. Tudo o que se vê na blockchai é um registo das transações entre os endereços blockchain dos utilizadores!

Registo – sempre que é feita uma transação, é registada pela blockchain, sendo esta atualizada, havendo depois lugar à atualização dos registos e posteriormente passa a ser impossível alterar tal transação!

Os registos são permanentes e armazenados por ordem de chegada, disponíveis para todos os nodes.

É possível desligar a rede da blockchain?

Os nodes encontram-se espalhados por todo o mundo, em computadores de todo o mundo, e isso faz com que seja impossível desligar toda a rede ou esta ser dominada por uma só pessoa!

É possível falsificar um block?

É praticamente impossível, pois a validade do block e por sua vez inclusão na blockchain deve-se a um consenso, espécie de voto eletrónico, entre os vários nodes. E como existem milhares de nodes por todo o mundo, não é possível dominar a rede de modo a falsificar todos os registos!

Posso usar a blockchain como uma base de dados normal?

O objetivo para o qual ela foi criada não foi esse. Simplesmente tem falta de capacidade. As bases de dados tradicionais usam uma rede cliente servidor, o que significa que os utilizadores com acesso podem mudar as entradas de registo na base de dados, mas ainda assim o controlo destas é dos administradores.

Assim, na blockchain o controlo é de cada utilizador, para manter, calcular e atualizar toda e qualquer nova entrada. Qualquer node tem de trabalhar em conjunto para se certificar que chegam às mesmas conclusões!

Mais… visto cada node trabalhar de modo independente, mas com o mesmo intuito, faz com que o consenso entre eles demore algum tempo e por isso as redes blockchain são consideradas lentas quando comparado com as restantes redes de transmissão de dados.

Podemos usar a blockchain para … ?

A blockchain pode ter várias aplicações, sendo que ao longo das várias aplicações será dado o nome “smart contract” (contrato inteligente), mas o que é isto?

A blockchain é perfeita para o que conhecemos como smart contracts. Que são obrigações (regras e penalizações) em torno de um acordo específico, tal como nos contratos tradicionais. Mas com uma grande diferença, é que estes contratos aplicam automaticamente essas obrigações.

  • Garantia – por norma adicionar garantias a um contrato é dispendioso, moroso e difícil de cobrar a garantia. Assim na blockchain com um smart contract estamos a facilitar o processo. Assim que todas as obrigações sejam cumpridas o pagamento é autorizado. Sendo que uma das soluções usadas foi um código QR que contém toda a informação relevante para a transação.
  • Derivações – que são usadas nos mercados cambiais e dizem respeito ao valor dos ativos. Assim, ao aplicarmos os smart contracts no trading de ações iremos revolucionar as práticas, automatizando e reduzindo os custos das operações por toda a indústria. Seria uma revolução do trading como atualmente conhecemos, pois todas as ordens deixariam de precisar de mão humana a partir do momento que as obrigações estivessem definidas.
  • Reembolsos de seguro – ao se estabelecer os critérios no smart contract para determinadas situações de seguro, teoricamente através da blockchain, receberiam o pagamento no momento. Mas claro que a nossa reclamação teria que cumprir todos os critérios.
  • Verificação de identidade – atualmente perdemos muito tempo a verificar identidade. Recorrendo à blockchain o processo de verificação online seria mais rápido. Deixaria de ser necessário um registo central online de identidade com o recurso aos smart contract, e estaríamos protegidos de um ataque de hackers, devido à descentralização da informação.
  • Internet das coisas (IoT) – a internet das coisas é uma rede física de dispositivos, veículos e outros softwares, sensores e afins ligados à internet. Todos recolhem informação, e a blockchain pode proteger tal informação, novamente, devido à sua descentralização e consequente proteção contra hackers.
  • Grande capacidade de armazenamento – existem várias clouds para armazenar ficheiros, no entanto são centralizadas e como tal tentadores para os hackers. Com um smart contract da blockchain essa tentação é reduzida!
  • Proteção da propriedade intelectual – assim os documentos, ficheiros, têm uma maior proteção intelectual do que antes!
  • Crime – provavelmente o uso menos recomendável… pois os infratores podem esconder e camuflar dinheiro que conseguiram por atividades ilícitas. Atualmente fazem-no através de contas bancárias fantasma e outras opções, mas que deixam rasto, com a blockchain esse rasto é eliminado
  • Comunicação social – atualmente a comunicação social pode usar livremente a informação pessoal dos seus clientes, com os smart contracts os utilizadores podem vender a sua informação pessoal se apenas o desejarem!
  • Uso em eleições e votações – os smart contracts iriam melhorar e bem a experiência dos eleitores, pois eliminam aos possíveis votos fraudulentos, garantindo resultados transparentes e imediatos, além de os votos serem completamente anónimos!

Limitações e vulnerabilidades da blockchain

Tal como qualquer rede, a blockchain também depende da quantidade de utilizadores. Assim, de modo a poder funcionar na sua capacidade máxima, a rede tem que ser robusta, e com uma boa rede de distribuição de nodes!

Atualmente a blockchain não poderia manter um registo de todas as transações atualmente feitas com cartão de crédito ou débito! Assim, ainda tem muito caminho a percorrer antes de poder tornar numa moeda capaz de substituir os gigantes no mundo financeiro real!

E há quem defenda, que teoricamente, é possível capturar a blockchain. Por isso, se uma organização conseguir controlar todos os nodes mundiais, então esta passa a ser uma rede centralizada e sem qualquer sentido.

 

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Roberto Teixeira

Roberto Teixeira, nasceu a 5 de janeiro de 1987 no concelho da Ponta do Sol, Madeira e poucos meses depois veio viver para Lisboa. Desde os 9 anos que integrou os escalões de futebol do Sport Clube Sanjoanense até aos 20 anos. Esta paixão pelo futebol levou-a a querer saber mais, tendo vindo a tornar-se treinador dos escalões Infantis, Iniciados, Juvenis e Juniores durante 7 épocas, no Sport Clube Sanjoanense. Integrou a equipa de prospeção do Sporting Clube Portugal, em 2010, mantendo se como Observador Técnico em camadas jovens até 2014. Trader em Apostas Desportivas, negoceia na empresa da Betfair desde de 2009. Atualmente dedica-se ao seu trabalho Desginer/Fotografo/Tecnico de Informática numa autarquia local e ao seu projeto pessoal de formação na área das apostas desportivas que iniciou em 2013.

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